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Português UnderGround >> Entrevista com Minotauro


2/26/06 9:42 AM
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DonnaTroy
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Edited: 26-Feb-06
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http://www.portaldovt.com.br/entminotauro5.php

2/26/06 9:44 AM
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DonnaTroy
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Edited: 26-Feb-06
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Um dos mais populares lutadores brasileiros em todo o mundo, Rodrigo Minotauro fará a luta principal do Pride 31, neste domingo, contra o japonês Kiyoshi Tamura. A luta será uma revanche, já que Minotauro venceu o japonês há 6 anos, no RINGS. Para este combate, o brasileiro espera o mesmo resultado: a finalização. Por que você lutou somente uma vez em 2005? Na verdade meu plano era lutar pelo menos 3 vezes, em junho, e eu lutei, além de outubro e dezembro. No começo de julho eu fiz uma cirurgia nos meus dois cotovelos, eu estava com uma contusão ali, isso tava me incomodando muito. Na luta com o Pavel Nastula, meu braço tava condenado, eu nem podia lutar, mas eu quis honrar meu compromisso. Eu machuquei no início do treinamento e nem consegui treinar tão duro, aí operei na seqüência. Em outubro eu ainda não tinha me recuperado, então tive que adiar pra dezembro. Em dezembro, houve alguns desacordos entre meus empresários e o Pride em relação aos oponentes. O Pride oferecia um, a gente não quis, quando a gente quis o cara machucou, então houve uma série de coisas e eu não consegui lutar. Agora vou lutar neste próximo evento e espero lutar em 2006 mais vezes do que lutei em 2005, umas 3 ou 4 vezes. E como está a expectativa para 2006? Esse ano vai ter um GP, então vai ser estimulante, eu sou um competidor, gosto de competir, desde os tempos de Jiu-Jitsu eu me dava bem, quase sempre ganhava as competições, ou ficava em 2º lugar, então eu me dou bem em competição. Eu gosto de fazer mais de uma luta por dia, isso me estimula muito e acho que quando a gente tem uma competição acabamos sendo mais valorizados, o treinamento é mais intenso, o estímulo é maior, então esse ano vai ser bem legal. O que você acha desse GP que o Pride vai produzir sem categoria de peso? É mais estimulante. Nos outros GPs entravam uns 3 ou 4 ali só pra encher o evento, agora esse ano vai entrar só os melhores. O GP pesado vai encher com os médios e de quebra ainda vão vir os pequenininhos. Deve vir o Takanori Gomi e o Dan Henderson. Qual sua opinião sobre esses dois lutadores? O Dan Henderson eu sei que é duro, mas peso pesado é peso pesado. Um peso médio até chega a quase 100kg e desce pra 93kg. Mas um cara de 85kg ou de 75kg, como o Gomi, aí fica duro pra ele. Homem grande é homem grande, homem pequeno é homem pequeno, fica difícil misturar. O que você está esperando dessa sua próxima luta, contra o Kyoshi Tamura? Vai ser uma revanche, eu já o venci há 6 anos. Ele está bem melhor, está trocando melhor, o chão melhorou um pouco. Eu estava vendo a luta dele com o Hidehiko Yoshida e ele tava batendo bem, pegou as costas, mas acabou finalizado. Vi uma outra luta dele com outro lutador de Judô, foi uma luta mais apertada, mas ele acabou ganhando por pontos. O cara melhorou bastante, mas eu acho que de 6 anos pra cá eu melhorei muito mais do que ele. Minha trocação melhorou, meu chão ta melhor, eu estou uns 8kg mais pesado do que naquela época, com qualidade muscular mais rápida, estou muito melhor do que antes. Acho que tanto da minha parte, quanto da dele, dá pra gente fazer uma luta muito melhor do que aquela que fizemos no RINGS. Vai ser uma boa luta, ele é pequeno, é técnico, eu sou muito técnico também, então acho que nós vamos fazer uma luta muito bonita. Naquela luta você o finalizou com um armlock, não foi? Foi. Daquela vez ele foi finalizado e desta vez com fé em Deus ele vai ser finalizado de novo.
2/26/06 9:45 AM
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DonnaTroy
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Edited: 26-Feb-06
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O Pride 31 vai ter alguns confrontos interessantes, principalmente pelo fato de ter alguns lutadores de categorias diferentes se enfrentando. Qual sua expectativa pra esse evento? Todos os eventos do Pride têm um tema diferente e dessa vez agora vai ser misturar o peso pesado com o leve. Então eles querem ver quem vai se classificar para a 1ª fase do evento que vai ser em maio. Você e o Pedro Rizzo são grandes amigos, e ele vai enfrentar o Roman Zentsov tentando se reabilitar da derrota que teve na estréia. O que você espera da luta dele? O Pedro é um dos lutadores mais técnicos que eu já vi. Ele já nocauteou o Josh Barnett, que foi campeão do UFC, pra mim ele venceu a 1ª luta contra o Randy Couture, a 2ª realmente ele realmente perdeu. O Pedro já ganhou de vários ex-campeões, já nocauteou o Andrei Arlovski, que é o atual campeão. Ele tem uma história boa, infelizmente no Pride ele não se encontrou. Ele teve vários furúnculos na perna, eu vi o treinamento dele, ele tava com uma infecção muito grande. Eu tive um furúnculo em dezembro e isso tira o gás totalmente, eu acho que foi um dos motivos que eu não lutei em dezembro, foi um furúnculo bem grande atrás do meu joelho e eu tinha avisado aos organizadores do Pride que talvez eu não lutasse. Depois de uma semana eu já tinha melhorado, eles conseguiram com que eu lutasse com o Fabrício Werdum, mas ele machucou o pé. Voltando a falar do Pedro, ele não conseguiu se encontrar naquela luta, ele não entrou muito bem. Mas eu sei que ele luta muito melhor do que aquilo e tenho certeza que ele vai se firmar como um dos maiores nomes dos pesos pesados. Ele é perigoso, derruba bem, tem um chão redondo, é bom na trocação, o chute dele nem se fala, é um lutador show, consegue fazer de tudo um pouco. Esse ano será que veremos o seu irmão, Rogério Minotouro, disputando o título com o Wanderlei? Acho que o Rogério era um grande nome pra estar neste GP, porque no ano passado ele foi o único a fazer uma frente legal contra o Mauricio Shogun, aquela foi a melhor luta do GP. Ele tinha tudo pra nos representar entre os médios, vai ter muitos lutadores dessa categoria e acho que ele podia ser um deles. Infelizmente não foi desta vez, mas acho que o Pride poderia colocá-lo pra lutar em maio. O Rogério está bem preparado, está na melhor fase da vida dele, está trocando bem, ta com um chão afiadíssimo. Todas as lutas dele, ele faz de tudo um pouco, é um lutador completo e tem que estar lutando sempre. Se ele lutar com o Wanderlei, respeitando as qualidades do Wanderlei, mas com certeza o Rogério ganha dele. Quando será a próxima edição do Minotauro Fights? A gente está planejando fazer entre os dias 15 e 20 de março. Deverá ter um torneio de 4 lutadores até 85kg, a nossa idéia é fazer um campeão até 85kg, depois vamos fazer um torneio de pesados, mas nós vamos fazer um até 85kg primeiro. Você não teve uma carreira tão longa no Jiu-Jitsu, como o Zé Mário e o Murilo Bustamante, por exemplo, até porque você é mais novo. No entanto, você tem o Jiu-Jitsu mais eficiente do vale tudo mundial. A que se deve isso? Quando eu comecei a lutar, eu morava na Bahia e era muito distante do Rio, então não competia muito. Depois fui morar nos Estados Unidos, treinava só com os meus alunos, e não consegui fazer uma carreira longa no Jiu-Jitsu, mas eu fazia uma frente, em todos os campeonatos eu chegava entre os primeiros. O Murilo e o Zé Mário eram do Carlson Gracie, tinham toda uma estrutura por trás. Em 1999, quando eu lutei com o Roberto Roleta, nas semifinais do absoluto faixa preta, eu empatei em 4 x 4, 2 x 2 nas vantagens, e eu nitidamente ganhei a luta, porque encaixei um leglock nele, o que serviria como desempate, pois era uma técnica de finalização. Na hora, o juiz levantou a mão dele, porque quem é de uma academia como Barra Gracie, Carlson Gracie ou Nova União, com certeza os juízes levantam a mão deles nessa hora. O critério de desempate é a academia que você está representando, então por isso nós desanimamos de lutar em campeonatos de Jiu-Jitsu. Meu irmão lutou a final do Mundial de faixa marrom naquele ano contra o Fabio Leopoldo, tava 2 x 2 nos pontos e nas vantagens, o Rogério raspou e botou o joelho na barriga, o juiz foi e deu uma vantagem pro Leopoldo. Já viu isso? Você foi raspado e tomou um joelho na barriga e o cara dá uma vantagem pra você! O Ryan Gracie chegou na beira do tatame, a gente gritou pro juiz, ele então se confundiu e foi reverter a vantagem, daí o Ryan gritou com ele junto com o pessoal da Barra Gracie, então o juiz deixou por aquilo mesmo. Infelizmente os campeonatos de Jiu-Jitsu são uma bagunça, não sei se isso acontece nos campeonatos que a Nova União ta organizando, mas eu nunca vi um negócio desses. Isso é um absurdo, então desanima. Ou o cara joga pelas vantagens ou o cara joga pela academia. É como o caso do Ronaldo Jacaré, que é um fenômeno, eu queria ver se ele empatasse com o cara da Barra Gracie se ele ia ganhar na decisão do juiz, nunca ele ia ganhar. No vale tudo eu demorei um pouco a me adaptar, eu fui treinar nos Estados Unidos, treinei com o Conan Silveira, depois veio o pessoal do World Extreme Fighting. Os caras que lutavam naquele evento iam treinar com a gente, fazer um chão, eu não me adaptava muito bem, porque meu Jiu-Jitsu era muito de pano. Aí passou uns 6 meses, como eu já treinava Boxe, já não tinha medo de tomar soco, então consegui adaptar meu Jiu-Jitsu pro vale tudo. Hoje em dia consigo fazer isso muito bem. Algum recado final? Queria agradecer aos meus fãs pela torcida. Em 2006 espero competir o ano inteiro. Pra galera que curte o nosso trabalho, continuem acompanhando eu, meu irmão, a minha equipe Brazilian Top Team. Mais uma vez agradeço pelo apoio e espero fazer um ano cheio de vitórias.

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